08 Julho 2006

See you in twenty - The Hollywood Conspiracy

Faster than a speeding bullet. More powerful than a locomotive. Able to leap tall buildings in a single bound ...

Look, up in the sky! It's a bird ... It's a plane ... It's ...



"See you in twenty" foi a última linha de diálogo num filme do Super-Homem no grande ecrã. Disse-a o próprio Homem de Aço enquanto deixava o Lex Luthor na prisão no final do Superman IV: The Quest for Peace em 1987.

Ironicamente não falhou por muito e passados quase vinte anos cá está o novo Superman Returns e com ele o regresso de um dos maiores ícones dos tempos modernos e o verdadeiro responsável pelo super em super-heroí.

Vinte anos marcados por avanços e retrocessos na produção, num percurso que incluiu três realizadores, nove argumentistas e aproximadamente 50 milhões de dólares gastos sem se ter chegado a filmar um único segundo. Foram confirmados nomes como o Tim Burton na realização, Kevin Smith e J.J. Abrams como argumentistas e até o Nicolas Cage no papel de Super-Homem.

Todos eles metidos ao barulho e memo assim nada. Foi um development hell de Hollywood no seu melhor.

Até que por milagre lá saiu finalmente este Superman Returns. Eu até gosto de ler umas BD's de vez em quando e em particular sempre gostei do Super-Homem, daí que mal pude vi o filme e posso dizer que gostei, foi mais ou menos, quer dizer assim assim, foi fraquito, olha para dizer a verdade é uma bosta.

Ok, talvez não seja assim tão bosta, mas podiam ter feito melhor. Digam o que disserem, mas com 200 milhões de dólares (250 se se incluir toda a pré-produção) eu sei que se podia ter feito muito melhor.

Para começar podia ter havido uma pequena coisa que dá pelo nome de ARGUMENTO e não uma desculpa forçada para relançar um franchise. Eu tinha chegado a ler o script do Kevin Smith, (Superman Lives) e ainda hoje não entendo porque o abandonaram.

Era mesmo bom. Mesmo depois de ter levado com algumas revisões paranóicas do produtor John Peters, que queria à força toda que existissem coisas como aranhas metálicas gigantescas. (Curiosamente tem piada que o Wild Wild West foi o filme seguinte do produtor e teve precisamente uma gigantesca mecha-aranha no final).

Mas de qualquer forma, era bem melhor que esta miséria que só tem pontos altos nas partes roubadas ao Superman de 1978, numa cena à volta de um piano e num ou noutro gag. Nem o Kevin Spacey ou o Marlon Brando (em intervenção póstuma) conseguem salvar isto. Aliás, até ajudam a deprimir mais a coisa.

E depois vem o casting; este Brandon Routh até nem é mau como Clark Kent, mas de resto falta-lhe atitude e parece demasiado novo o que lhe retira toda a credibilidade.

É que o Super-Homem é um tipo que aguenta uma explosão nuclear, levanta a Pirâmide de Gizé sem esforço, consegue mergulhar pelo sol adentro e dar batatada no Hulk, no Thor, no Doomsday e neles todos (exceptuando o Chuck Norris é claro, esse gajo é um durão de primeira).

Mas este tipo não, este tipo só me lembra um piu-piu dentro daquele fato.

O filme é bom numa coisa; ajuda a perceber que o aparelho hollywoodesco é bem pior que kryptonite e só mesmo ele para dar cabo de uma lenda. (E a coisa também é grave para Hollywood; isto prova que já nem blockbusters decentes conseguem fazer.)

Já agora fica aqui o que é suposto ser um Super-Homem a sério (desenho de Alex Ross na Justice #2 da DC).

(Clicar para aumentar)

3 Comments:

At 09 Julho, 2006 12:36, Blogger luisagouveia said...

Confesso que nunca fui admiradora do Super Homem, mas muito mais fã do Batman.
Mas...quero ir ver o filme, como boa "utilizadora" e fã das idas ao cinema!

 
At 12 Julho, 2006 01:22, Blogger Luis Miguel said...

Tenho que dizer que não devem invocar o santo nome de Chuck Norris em vão. Chuck Norris não é super-homem. Chuck Norris é simplesmente super.

PS. Também quero ver o filme, nem que seja por descargo de consciência.

 
At 16 Agosto, 2006 11:14, Blogger Mythe said...

Absolutamente sinistro este "Super-homem está de volta", mau...mas muito muito mau.....

 

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